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10 - The Wizard of Oz (Harold Arlen, E.Y. "Yip" Harburg e Herbert Stothart)

Pode parecer meio obviedade demais, mas eu nunca me perdoaria se eu não colocasse esta trilha na minha lista! O Mágico de Oz, de 1939 (versão clássica com Judy Garland no papel de Dorothy) já merece todos os louros só pela estonteante versão de "Over the Rainbow". Como se não bastasse, ainda temos maravilhas como "Follow the Yellow Brick" e a sequencia musical de Munchkinland. Mas se você não gostar da trilha, não tem problema! Experimente assistir ao filme escutando ao mesmo tempo o disco "The Dark Side of the Moon" do Pink Floyd e você descobrirá o primeiro registro de um efeito chamado Sincronicidade, onde duas obras feitas despropositadamente e em épocas distintas se unem causando uma só sensação. É EMOCIONANTE ver a cena do furacão que leva Dorothy e Totó ouvindo "A Great Gig in The Sky" ou a cena da estrada de tijolos de ouro ouvindo "Money". Quem se interessar, basta procurar na internet por "The Dark Side of the Rainbow" ou "The Wizard of Moon".
P.S.: Não, isso não é lenda! Eu tenho o filme mesclado com o disco e funciona mesmo...
9 - Lost Highway (Angelo Badalamenti)

Eu tive de colocar esta trilha neste Top 10 simplesmente por ser a responsável por me apresentar o trio mais insano que eu já tive o prazer de escutar: Trent Reznor (Nine Inch Nails), Marilyn Manson e Rammstein! Fazendo sua estréia na telona, Manson ainda faz uma ponta no filme e apresenta na trilha a inédita e hiper-obscura "Apple of Sodom" (na opinião deste escriba, a melhor música já composta pelo arrancador de costelas). Trent Reznor aparece com a climáticas "Driver Down" e "Videodrones", além de aparecer com sua banda Nine Inch Nails com "The Perfect Drug". O Rammstein, em seu primeiro disco à época, aparece com as ótimas "Hierate Mich" e "Rammstein". Como se fosse pouca insanidade, ainda temos no petardo a presença ilustre de Smashing Pumpkins ("Eye") e Tom Jobim (!!!) com "Insensatez" (???).
8 - Durval Discos (Vários)

Muita gente não conhece este filme brasileiro de 2002 da diretora Anna Muylaert e com os excelentes atores Ary França e Letícia Sabatella. Passado em São Paulo, retrata a vida de um típico solteirão fã de música brasileira que parou na década de 70 e possui uma loja de discos que se recusa a vender CDs. O filme se desenrola quando a mãe de Durval resolve que ele precisa de uma empregada, mas que só pode pagar R$100,00. Uma jovem aparece para o cargo com uma garotinha, mas desaperece no dia seguinte deixando a menina para trás e transformando a vida de Durval numa loucura.
Assim como o personagem principal, a trilha é composta pelos maiores sucessos da música brasileira da década de 70, numa seleção que poderia lindamente representar o Brasil em qualquer lugar do mundo (ao invés das "Tatis Quebra-Barracos" da vida...). Não tem como destacar algo numa trilha formada por Jorge Ben ("Xica da Silva" e "Que Maravilha"), Gilberto Gil ("Maracatu Atômico" e "Back in Bahia"), Elis Regina ("Madalena"), Caetano Veloso ("Irene", "Alfômega" e "Ylê Ayê"), Novos Baianos ("Besta é Tu" e "Preta Pretinha"), Gal Costa ("London London" – a mesma que Paulo Ricardo destruiu com o RPM), Rita Lee ("Ovelha Negra") e os eternos "roqueiros-rurais" Sá, Rodrix e Guarabira (com a música-tema "Mestre Jonas"). MUITO BOM!!!
7 - Forrest Gump (Vários) e Almost Famous (Vários)


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Aqui rolou um empate técnico: duas trilhas excelentes que compartilham os mesmos clássicos das décadas de 60 e 70 e que poderiam muito bem serem ouvidas na sequência sem que o ouvinte tivesse algum choque de ecletismo. Forrest Gump traz uma seleção mais abrangente (é um CD Duplo) composta de Elvis Presley à Fifth Dimension, passando por The Byrds, Jefferson Airplane, Creedence Clearwater Revival, Lynyrd Skynyrd, The Doobie Brothers, Bob Seger, Joan Baez, Bob Dylan, Simon & Garfunkel, The mamas and The Papas, The Beach Boys e The Doors.
Já o Almost Famous nos traz uma trilha mais coesa, mais integrada, composta por The Who, Cat Stevens, Elton John (com a maravilhosa "Tiny Dancer", fundo de uma das melhores cenas do filme), Led Zeppelin, The Allman Brothers, e os mesmos The Beach Boys, Lynyrd Skynyrd, Creedence Clearwater Revival e Simon & Garfunkel.
Na dúvida, compre as duas!
6 - School of Rock (Vários)

O lance aqui não é só juntar um time de figurões com grandes clássicos. É juntar um time de figurões com grandes clássicos e ainda ter a cara de pau de fazer versões destes clássicos! E foi o que fez com maestria o ator Jack Black (que também é vocalista da banda Tenacious D). Aqui temos a presença dele em "It's A Long Way To The Top" do AC/DC e na música-tema "School of Rock". Além disso, temos The Who (com "Substitute"), The Doors, Cream, T Rex, Ramones e Led Zeppelin (que por sinal, provocou uma situação engraçadíssima quando fez Jack Black pedir de joelhos a autorização para usar na trilha seu clássico "Immigrant Song" - e isso foi filmado e colocados como extra do DVD!)
5 - Quadrophenia (The Who)

O filme Quadrophenia foi lançado bem depois da Ópera-Rock de mesmo nome e trouxe além de clássicos do The Who nomes como James Brown (com "Night Train"), The Kingsmen (com a mais-que-foda "Louie Louie") e The Ronettes (com "Be My Baby"). Além disso, esta trilha presenteia os fãs do The Who com uma música composta quando a banda rapidamente mudou seu nome para The High Numbers, "I'm The Face".
4 - High Fidelity (Vários)

Trilha do filme que citei acima (Alta Fidelidade), também reúne um time de primeiro escalão mesclado com algumas bandas mais recentes, dando um equilíbrio ao álbum como um todo. Neste caso, a trilha se torna realmente significante depois de ver o filme e associar as passagens às músicas. Destaque para os figurões como Bob Dylan, The Kinks, The Velvet Underground, Elvis Costello e Stevie Wonder e para os "cults" Stereolab, Belle and Sebastian, The Beta Band, Smog e Sheila Nicholls (além da fantástica versão para "Let's Get It On" de Marvin Gaye cantada pelo próprio Jack Black).
3 - Judgment Night (Vários)

Esta trilha fez história quando, numa época onde as "tribos" do Rock e do Hip Hop eram hiper-radicais, conseguiu juntar um time de estrelas destes dois universos para comporem em parceria. O resultado ficou simplesmente fantástico, recebendo elogios dos dois lados e estimulando uma verdadeira febre que, anos depois, culminou no aparecimento do famigerado "Nu Metal" de bandas como Korn, Limp Bizkit, etc.
Destaque para as parcerias Helmet e House of Pain, Living Colour e Run DMC, Biohazard e Onyx, Slayer e Ice-T (que gostou tanto da brincadeira que montou depois a banda Body Count), Sonic Youth e Cypress Hill, e Pearl Jam também com os mestres do Cypress Hill.
2 - Hedwig and the Angry Inch (Stephen Trask)

Hedwig é originalmente um espetáculo Off-Broadway, com músicas compostas por Stephen Trask (músico residente no clube "drag" nova-iorquino Squeezebox) baseadas no roteiro escrito pelo escritor, roteirista e diretor John Cameron Mitchell. Claramente influenciadas pela sonoridade "70's rocker" (de Led Zeppelin à David Bowie) e do R&B americano, Trask compôs verdadeiras obras-primas como "The Origin of Love", "Wig ina a Box" e a homenagem às mulheres do Rock, "Midnight Radio".
Simplesmente gruda no ouvido, impressionante!
1 - Velvet Goldmine (Vários)

Uma trilha sonora que abre com Brian Eno e reúne clássicos de David Bowie, Iggy Pop (and The Stooges), Lou Reed, New York Dolls, Marc Bolan & T Rex e Roxy Music com certeza já se sustenta independente do filme em questão! E, como se fosse pouco, ainda temos a presença da banda Venus in Furs composta por ninguém menos que Thom Yorke e Jonny Greenwood (vocalista e guitarrista do Radiohead), Andy Mackay (saxofonista e membro original do Roxy Music), Bernard Butler (antigo guitarrista da banda Suede) e Clune (baixista do Grant Lee Buffalo) especialmente para o filme! Achou pouco? Bom, ainda tem na lista Placebo, Pulp e um Ewan McGregor mandando muuuuito melhor que em Moulin Rouge! EXCELENTE!!!