Por trás de um Jack Ryan (de Perigo Real e Imediato, Jogos Patrióticos e A Caçada ao Outubro Vermelho), de um Han Solo (de Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e o Retorno de Jedi) e de um Indiana Jones (de Caçadores da Arca Perdida, Templo da Perdição e Ultima Cruzada) existe um dos poucos atores capazes de transformas personagens em ícones - o ator Harrison Ford, hoje aos 65 anos, é lembrado pela sua atuação com esses personagens, e o último deles, citados na lista, volta esse mês aos cinemas, quase vinte anos desde sua última aventura.

Falar de Indiana Jones é como falar de Rambo, ou falar de Rock Balboa - acho que posso colocar Martin McFly na seqüência (embora o último De Volta Para o Futuro seja de 1990). Todos esses heróis são personagens ícones do cinema e da cultura pop dos anos 80. É praticamente impossível você ver um chicote e um chapéu e não relacionar automaticamente ao arqueólogo aventureiro. Muito do que irei falar aqui nesse post é apenas um repetição do que já foi dito por alguém, talvez a única diferença - e essa sim é importante - é a opinião de quem escreve.
O professor Henry Jones Jr é um tremendo cara-de-pau (poderia chamar de hipócrita, mas acho meio pesado).
Calma gente, não me matem agora, deixa eu explicar o pensamento. O Dr. Jones é um cara hipócrita sim - ops, falei -, não no pior sentido - todos nós somos um pouco hipócritas às vezes - digo isso pela vida dupla que nosso herói leva.
Uma hora, Jones, atua como respeitado professor de arqueologia da Universidade Marshall, onde ele instrui seus alunos a nortearem seus estudos pela busca de fatos e não por verdades. Segundo o professor Jones, 70% da arqueologia devem ser feitas nas bibliotecas, através de pesquisas e leituras “... esqueçam qualquer história que tenham ouvido sobre cidades perdidas, viagens exóticas e escavações pelo mundo afora. Nós não seguimos mapas de tesouros enterrados e o "X" nunca, mas nunca marca o ponto.". Porém, o fascínio pela historia não contada nos livros, leva o professor, ao acabar uma aula, colocar o chapéu na cabeça e se transformar em um aventureiro capaz de cruzar o oceano em um monomotor para encontrar uma relíquia perdida.
Indiana Jones é um grande cafajeste.
Parece que o ator, tem uma pequena queda para esse tipo de personagem, vide nosso outro Herói Han Solo, da Trilogia Star Wars. A primeira parceira de Indiana, Marion Ravenwood (interpretada por Karen Allen em Os Caçadores da Arca Perdida), foi abandonada por Indiana no meio do nada com coisa alguma - em uma aldeia no Nepal. Marion, foi a primeira sofredora, quero dizer Indy-Girl que conhecemos. Willie Scott (interpretada por Kate Capshaw em O Templo da Perdição) passou por maus momentos ao seguir até a India. Até mesmo a Dra. Elsa Schneider, uma das vilãs, sofreu um bocado, por ter se envolvido doutor Jones.
Mesmo tendo esse lado cara-de-pau e cafajeste, o explorador, que sempre anda com um chapéu fedora na cabeça e um chicote na mão, encantou toda uma década com suas aventuras e provavelmente voltara a encantar uma nova geração nessa próxima quarta-feira (22 de maio de 2008).
Continua...